É interessante como eu fico extremamente instrospectiva quando chove. Isso é muito bom e muito ruim ao mesmo tempo. É muito bom porque eu viajo livremente pelo meu mundo interior, pelos meus sonhos. Mas também é ruim porque, entre os grandes espaços de serenidade, há intervalos de inquietação. Embora grande parte das minhas inquietações venham de fora, elas revelam as inquietações internas, que se escondem no meu inconsciente e que vêm de coisas inacabadas, assuntos mal resolvidos tanto do interior como do exterior.
Fico feliz por meus estudos estarem me ajudando a entender melhor certas coisas com relação a isso, mas, ao mesmo tempo, é difícil perder certos "vícios de inconsciência". Um bom exemplo é a necessidade do amor romântico, a necessidade de achar em outra pessoa o que eu não consigo achar em mim mesma, a necessidade de me conectar com meu animus, só que da maneira errada.
Mesmo com a minha recente consciência do quanto essa maneira é errada e prejudicial, meu "vício inconsciente" me leva a querê-la, me leva a precisar dela. E é bem nessa falta do amor romântico que as projeções atacam! E uma delas (a mais forte até hoje) tem me atacado com todas as forças, me cutucando sempre que pode.
Eu tenho usado a escrita e a música como "portais" para meu interior e tentado viver as fantasias da projeção da maneira correta: interiormente. Confesso que não tem sido fácil, é sempre uma tentação me deixar levar pela projeção e quebrar todas as barreiras do mundo exterior em busca do meu animus logo ali, naquela pessoa. É realmente um vício difícil de lidar. Mas agora eu tenho minha consciência e, por mais que ela ainda seja sutil, vou usá-la para manter meu animus aqui dentro e desenvolvê-lo da maneira correta.
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Obs.: Para melhor entendimento do contexto do que escrevi, recomendo a leitura do livro WE - A Chave da Psicologia do Amor Romântico, de Robert A. Johnson.
Fico feliz por meus estudos estarem me ajudando a entender melhor certas coisas com relação a isso, mas, ao mesmo tempo, é difícil perder certos "vícios de inconsciência". Um bom exemplo é a necessidade do amor romântico, a necessidade de achar em outra pessoa o que eu não consigo achar em mim mesma, a necessidade de me conectar com meu animus, só que da maneira errada.
Mesmo com a minha recente consciência do quanto essa maneira é errada e prejudicial, meu "vício inconsciente" me leva a querê-la, me leva a precisar dela. E é bem nessa falta do amor romântico que as projeções atacam! E uma delas (a mais forte até hoje) tem me atacado com todas as forças, me cutucando sempre que pode.
Eu tenho usado a escrita e a música como "portais" para meu interior e tentado viver as fantasias da projeção da maneira correta: interiormente. Confesso que não tem sido fácil, é sempre uma tentação me deixar levar pela projeção e quebrar todas as barreiras do mundo exterior em busca do meu animus logo ali, naquela pessoa. É realmente um vício difícil de lidar. Mas agora eu tenho minha consciência e, por mais que ela ainda seja sutil, vou usá-la para manter meu animus aqui dentro e desenvolvê-lo da maneira correta.
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Obs.: Para melhor entendimento do contexto do que escrevi, recomendo a leitura do livro WE - A Chave da Psicologia do Amor Romântico, de Robert A. Johnson.